
Há três ou quatro dias, comecei a leitura do livro do professor Nadir Antonio Pichler sobre a felicidade (na visão de são Tomás de Aquino). Particularmente, acho filosofia uma ciência muito interessante, pois não é como a matemática, que será sempre igual, ela está em constante mudança e há vasta literatura a respeito. Não posso dizer que o livro em questão tenha uma leitura fácil. Não é necessário ler nas entrelinhas, mas é preciso pensar para compreender o sentido de algumas colocações sobre a síntese tomista, o que é uma qualidade, porque de todas as formas, alguma coisa você aprenderá lendo este livro, ainda que seja a consultar um bom dicionário!
Logo nas primeiras páginas, deparei-me com uma palavra um tanto incomum, pelo menos para mim, no cotidiano: beatitude... What hell is that? - Pensei.
Bem, lá fui eu acessar um dicionário para saber o que significava (aprendi uma palavra nova! uhuls!).
Segundo o Houaiss, esse termo pode significar
estado permanente de perfeita satisfação e plenitude somente alcançado pelo sábio [...] ou felicidade profunda de quem desfruta a presença de Deus, e que só poderá ser atingida em sua plenitude na vida eterna [...].
Claro que tem mais explicações, mas essas duas já satisfazem no momento. Beleza!
Páginas à frente, li que a tal beatitude não pode ser alcançada pelas pessoas nesta vida (Imaginem minha cara de decepção ao saber que, porque por mais que eu me sinta feliz, não desfruto da verdadeira felicidade...).
Confusa, continuei lendo e mais adiante li que essa felicidade suprema existe de duas formas: perfeita e imperfeita (novidade...) e que nós, meros mortais com todas as nossas limitações, só somos capazes de alcançar a incompleta... (esperado né?).
De qualquer forma, considerando que estou na página 41 e que o livro tem 148 páginas, acho que muita coisa ainda virá para me surpreender ainda mais...
Nenhum comentário:
Postar um comentário