domingo, 7 de outubro de 2012

Celebração da democracia das nações

Olá estimados leitores.

Hoje é domingo, 7/10/2012, dia de eleição nas cidades brasileiras e esse é o assunto que vou abordar aqui.

Para aqueles que não sabem e são preguiçosos de mais para procurar o significado do que é uma eleição, cito aqui o conteúdo do Wikipedia, segundo o qual, eleição é "todo [o] processo pelo qual um grupo designa um de seus integrantes para ocupar um cargo por meio de votação. Na democracia representativa, é o processo que consiste na escolha de determinados indivíduos para exercerem o poder soberano, concedido pelo povo através do voto, devendo estes, assim, exercerem o papel de representantes da nação. A eleição pode se processar com o voto de toda a comunidade ou de apenas uma parcela da comunidade, os chamados eleitores". 

Certo, agora que estamos por dentro do conceito desse termo, é o momento de falar sobre do voto no Brasil, que data das antigas, de 23 de janeiro de 1532, quando os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa - São Vicente, em São Paulo - foram às urnas para eleger o Conselho Municipal. A votação teria sido indireta: "o povo elegeu seis representantes, que, em seguida, escolheram os oficiais do Conselho. Já naquela época, era proibida a presença de autoridades do Reino nos locais de votação, para evitar que os eleitores fossem intimidados. As eleições eram orientadas por uma legislação de Portugal - o Livro das Ordenações, elaborado em 1603".

Em 1821, as pessoas deixaram de votar apenas em âmbito municipal, mas, como faltava uma lei eleitoral nacional, "foram observados os dispositivos da Constituição Espanhola para eleger 72 representantes junto à corte portuguesa". Podiam votar homens livres (incluindo analfabetos, o que não acontece em outras épocas da história do Brasil), não havia partidos políticos e o voto não era secreto.


Tempos mais tarde, na década de 30, o país passou por um período revolucionário, com a queda da Bolsa de Valores de Nova York em 1929, que contaminou o mundo, provocando a suspensão dos créditos internacionais no Brasil, gerando uma crise sem precedentes.

Foi nesse clima de insatisfação, que Getúlio Vargas protagonizou o golpe contra o presidente Washington Luís, tirando-o do governo. Todavia, mesmo com a crise, existia esperanças de que a cidadania fosse ampliada e de que houvesse eleições livres e diretas. Em 1932, foi instituída uma nova legislação eleitoral e as mulheres conquistaram o direito ao voto (ô coisa boa né, mulheres?!).


Depois disso, passou-se pelo golpe militar de 1964, que impediu a manifestação mais legítima de cidadania, proibindo o voto direto para presidente da República e representantes de outros cargos majoritários, como governador, prefeito e senador. Apenas deputados federais, estaduais e vereadores eram escolhidos pelas urnas. O regime que destituiu o presidente João Goulart, fechou emissoras de rádio e televisão, e a censura tornou-se prática comum.

Há bastante história para contar no que diz respeito à eleição. Todavia, o ponto para o qual pretendo atrair o holofote é o comportamento durante esse ato de cidadania. 

Numa época de eleição acontecem coisas estranhas, como por exemplo, gente que não sabe nada de política se candidatando, gente que nunca teve interesse na vida política aparece querendo ser vereador. Teoricamente, uma pessoa, para representar adequadamente um grupo de indivíduos deveria pelo menos ser moralmente superior a esse, mas não é o que se vê. É por esse motivo, que quando as pessoas forem às urnas, deve ter consciência de que estão escolhendo alguém que vai votar por elas em qualquer projeto que entre em votação (supondo que entre). O ideal seria que os valores do escolhido fossem os mesmo do grupo que o escolheu.

Outra coisa interessante, é o fato de que o prefeito, por exemplo, passa quase todo o seu mandado fazendo praticamente nada pelo povo e um pouco antes das eleições, começa a se mexer, pavimentando estradas ou coisa do gênero. Nisso, muitas pessoas ficam iludidas e acham que o dito é um bom prefeito (no inferno sim).

Agora, uma coisa que parece injusta é o fato de o voto ser obrigatório. Pô! Tem gente (como eu) que não tá nem aí para política, que acha que os caras que entram nesses cargos políticos não têm a intenção de fazer algo pelas pessoas, mas de encher o próprio bolso. O voto não é mais um direito do povo, mas uma obrigação. Particularmente, vota quem quer. Por que o que acontece em casos onde a pessoa não está interessada? -  Ela vai e vota em branco ou anula. Joga fora o voto, que, às vezes, vai para uma legenda que não combina com a ideologia dela.

Eu ia anular meu voto hoje, mas pensar nisso me fez concluir que é melhor dar seu voto para um cara que você tem certeza que não vai se eleger, pois assim, outro não vai usar.

É isso aí! Consciência manda!




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