sábado, 27 de outubro de 2012

Vozes de anjos

Olá pessoal.


        Hoje, para quebrar a rotina de filosofias e reclamações, venho recomendar um grupo musical. Mediaeval Baebes. Alguém conhece? Muitos possivelmente não. Então, para aqueles que ainda não conhecem essas talentosas moças, Mediaeval Baebes é um grupo britânico de vozes femininas fundado em 1990 por  Katharine Blake e inclui algumas de suas colegas da banda Miranda Sex Garden, bem como amigos que compartilham seu amor pela música medieval. 
     Então, descobri esse grupo há algum tempo, no ano passado se não me falha a memória e gostaria de recomendar. As vozes delas são muito boas de ouvir e se você fechar os olhos, pode se sentir no meio de um coral de anjos (se é que anjos cantam).


    Mas eu alerto, se você é daquelas pessoas que só gosta de barulho, que não tem ouvido para captar as harmonias musicais, nem ouça. Para apreciar esses trabalhos magníficos é preciso ouvir com a alma.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Faça uma limonada!

Quando a vida lhe dá limões, faça uma limonada!

O que você vai ser quando crescer? 
Quem um dia não escutou essa pergunta?

     Desde criança, sonhamos muitas coisas para o nosso futuro. Todas visando à felicidade. Particularmente, tive muitos sonhos durante minha infância. Um mais diferente e difícil que o outro. Queria ser detetive, cientista, cantora, desenhista, atriz... Já quis até ser freira e bibliotecária. Anyway. Houve uma vez, que assisti um filme do Bruce Lee com a minha avó e disse a ela: – Vó, vou aprender a lutar e vou livrar o mundo da maldade. – Ela apenas riu. Percebam a inocência da criança. 
     Creio que meus sonhos sempre foram ambiciosos, pois queria uma casa, não apenas uma casa, mas uma com três andares e um salão para festas na cobertura... Hoje eu paro e penso: pra quê tanta ostentação? O que ia acontecer com isso quando eu morresse? - O pior era a falta de noção ao acreditar que conseguiria tudo aos 21 anos de idade.
     A vida as vezes não acontece como planejamos. A minha também tomou um desvio. Porém, ganhei bons limões. Não sou bibliotecária, mas trabalho com livros. Não aprendi a lutar, mas tenho chances de mudar o mundo com meus livros. Não tenho a casa que desejava, mas ainda vivo com meus pais e usufruo de seu suporte em momentos complicados. Não sou cientista, mas, todos os dias, acordo motivada para um projeto que vai levar a vida toda: descobrir um jeito de modificar, mesmo que minimamente, o mundo onde vivo e fazer dele um lugar melhor para que crianças, como a que um dia fui, possam sonhar sem as influências negativas tão presentes em nossos dias. 
     Portanto, se você pensa que a vida não aconteceu da maneira como planejou, repense e aproveite as atuais oportunidades. Sonhe novamente! Se não dá para dobrar à esquerda, dobre à direita e faça um retorno. Para muitos, pode parecer besteira, mas se não certo, é porque há algo que será melhor. 
     Então, se você tem limões, faça uma limonada!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mãos que fazem o futuro

Olá estimados leitores.
Como todo ser humano, passei por várias etapas de evolução em minha vida. Primeiro como criança (1-5 anos), adquirindo as impressões de mundo pelos olhos de meus pais, depois na vida escolar (6-17 anos) assimilando outras visões do mesmo mundo, a dos amigos, colegas, professores..., em seguida, costumo dizer que veio o período de crescimento pessoal (18-21 anos) e, por fim, a etapa de amadurecimento espiritual da minha vida. Durante essa caminhada evolutiva, deparei-me com vários tipos de pessoas:  as rebeldes sem causa, as queixosas da vida, as sofridas, as que queriam atenção, as fingidas, as sinceras, as corruptas, as honestas, as com experiência de vida, as que achavam ser experientes... por aí vai.
Ouço dizer, que crianças devem interagir entre si, respeitando a faixa de idade. Teoricamente, isso faz bem para elas. Todavia, é preciso que haja uma base familiar forte e estável para que essas crianças não se deixem influenciar por ideias erradas de outras. É necessário uma clara definição de moral, desde o berço, para que a criança cresça com suas próprias ideias e para que tais sejam acertadas. 
Acredito muito que o convívio com pessoas vividas seja bastante positivo para a formação do caráter de uma criança, pois é dos relatos das vivências dessas pessoas, que ela vai poder extrair importantes lições de vida e aprender a identificar, com cada vez mais propriedade, o que se deve ou não fazer, o que faz bem ou não.
Por que estou falando sobre criança? - Porque, querendo ou não, elas darão continuidade a esse mundo que, cada vez mais, vai à bancarrota. É necessário moral firme dos pais para evitar futuros arrependimentos. O que é errado, é errado, fim da história, mas expliquem o porquê. 
Ser pai e mãe, hoje, demanda muita responsabilidade! Mas o que está acontecendo é que muitos pais envolvem-se de mais com suas carreiras e os filhos acaba passados a segundo plano. Deveria ocorrer o contrário, pois quando os pais falham na educação de suas crias, fazem-no triplamente: consigo, com as crianças e com Deus, que os julgou capazes para a árdua tarefa de guiar uma alma para o bem num mundo pecaminoso como esse em que vivemos. 

Conselho aos pais:
Percam o máximo de tempo com seus filhos, demonstrem o quanto são importantes, não façam todas as suas vontades (porque a criança tem que ser preparada para a vida e não para um conto de fadas, precisa entender que nem sempre vai conseguir o que quer quando quer), mantenham diálogo sempre aberto sobre todos os assuntos, sejam pais e amigos de seus filhos (assim eles poderão chegar em vocês quando precisarem de conselhos e não recorrerão a estranhos que não dão a mínima para o que poderá acontecer com eles), acima de tudo, ensinem valores corretos, retome o conceito de família (que deve ser mais importante do que qualquer outra coisa na vida). Há muita coisa moral que se pode ensinar à criança. Mas, além disso, existem hábitos que devem ser evitados na presença dos filhos, tais como fumar, beber, falar palavrões, gritar... A educação vem de casa! Seu filho será o reflexo do que ele vive no ambiente familiar. Se os pais gritam, a tendência é que ele grite. Se são violentos, que ele seja também. Se são estúpidos, que seja igualmente estúpido com os outros. 

Vamos lá pais e mães, o futuro repousa em suas mãos. Façam seu trabalho bem feito, para que sintam orgulho do resultado. 







domingo, 7 de outubro de 2012

Bagunça: a verdadeira vencedora

Olá estimados leitores.

Pouco antes, na outra postagem, escrevi sobre as eleições, num âmbito mais informativo. Nesta, porém, vou expressar minha opinião. 
O que vejo em toda eleição? 
Poucas pessoas trabalhando nas sessões, filas enormes para votação, muita sujeira pelas ruas e, é claro, um bando de desocupados... Nem comento! 

Não gosto de eleição. Não gosto de candidatos. Não gosto do teor de obrigação em tudo isso. Acho que tudo isso precisava ser revisto para que o direito fosse um direito e não uma obrigação. 

Eu não preciso esperar até a contagem para saber o resultado da eleição. Está muito claro!

É disso que estou falando. Uma evidência gritante do que realmente
acontece na política. Sujeira, bagunça, desordem... quem sabe mais? 

Celebração da democracia das nações

Olá estimados leitores.

Hoje é domingo, 7/10/2012, dia de eleição nas cidades brasileiras e esse é o assunto que vou abordar aqui.

Para aqueles que não sabem e são preguiçosos de mais para procurar o significado do que é uma eleição, cito aqui o conteúdo do Wikipedia, segundo o qual, eleição é "todo [o] processo pelo qual um grupo designa um de seus integrantes para ocupar um cargo por meio de votação. Na democracia representativa, é o processo que consiste na escolha de determinados indivíduos para exercerem o poder soberano, concedido pelo povo através do voto, devendo estes, assim, exercerem o papel de representantes da nação. A eleição pode se processar com o voto de toda a comunidade ou de apenas uma parcela da comunidade, os chamados eleitores". 

Certo, agora que estamos por dentro do conceito desse termo, é o momento de falar sobre do voto no Brasil, que data das antigas, de 23 de janeiro de 1532, quando os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa - São Vicente, em São Paulo - foram às urnas para eleger o Conselho Municipal. A votação teria sido indireta: "o povo elegeu seis representantes, que, em seguida, escolheram os oficiais do Conselho. Já naquela época, era proibida a presença de autoridades do Reino nos locais de votação, para evitar que os eleitores fossem intimidados. As eleições eram orientadas por uma legislação de Portugal - o Livro das Ordenações, elaborado em 1603".

Em 1821, as pessoas deixaram de votar apenas em âmbito municipal, mas, como faltava uma lei eleitoral nacional, "foram observados os dispositivos da Constituição Espanhola para eleger 72 representantes junto à corte portuguesa". Podiam votar homens livres (incluindo analfabetos, o que não acontece em outras épocas da história do Brasil), não havia partidos políticos e o voto não era secreto.


Tempos mais tarde, na década de 30, o país passou por um período revolucionário, com a queda da Bolsa de Valores de Nova York em 1929, que contaminou o mundo, provocando a suspensão dos créditos internacionais no Brasil, gerando uma crise sem precedentes.

Foi nesse clima de insatisfação, que Getúlio Vargas protagonizou o golpe contra o presidente Washington Luís, tirando-o do governo. Todavia, mesmo com a crise, existia esperanças de que a cidadania fosse ampliada e de que houvesse eleições livres e diretas. Em 1932, foi instituída uma nova legislação eleitoral e as mulheres conquistaram o direito ao voto (ô coisa boa né, mulheres?!).


Depois disso, passou-se pelo golpe militar de 1964, que impediu a manifestação mais legítima de cidadania, proibindo o voto direto para presidente da República e representantes de outros cargos majoritários, como governador, prefeito e senador. Apenas deputados federais, estaduais e vereadores eram escolhidos pelas urnas. O regime que destituiu o presidente João Goulart, fechou emissoras de rádio e televisão, e a censura tornou-se prática comum.

Há bastante história para contar no que diz respeito à eleição. Todavia, o ponto para o qual pretendo atrair o holofote é o comportamento durante esse ato de cidadania. 

Numa época de eleição acontecem coisas estranhas, como por exemplo, gente que não sabe nada de política se candidatando, gente que nunca teve interesse na vida política aparece querendo ser vereador. Teoricamente, uma pessoa, para representar adequadamente um grupo de indivíduos deveria pelo menos ser moralmente superior a esse, mas não é o que se vê. É por esse motivo, que quando as pessoas forem às urnas, deve ter consciência de que estão escolhendo alguém que vai votar por elas em qualquer projeto que entre em votação (supondo que entre). O ideal seria que os valores do escolhido fossem os mesmo do grupo que o escolheu.

Outra coisa interessante, é o fato de que o prefeito, por exemplo, passa quase todo o seu mandado fazendo praticamente nada pelo povo e um pouco antes das eleições, começa a se mexer, pavimentando estradas ou coisa do gênero. Nisso, muitas pessoas ficam iludidas e acham que o dito é um bom prefeito (no inferno sim).

Agora, uma coisa que parece injusta é o fato de o voto ser obrigatório. Pô! Tem gente (como eu) que não tá nem aí para política, que acha que os caras que entram nesses cargos políticos não têm a intenção de fazer algo pelas pessoas, mas de encher o próprio bolso. O voto não é mais um direito do povo, mas uma obrigação. Particularmente, vota quem quer. Por que o que acontece em casos onde a pessoa não está interessada? -  Ela vai e vota em branco ou anula. Joga fora o voto, que, às vezes, vai para uma legenda que não combina com a ideologia dela.

Eu ia anular meu voto hoje, mas pensar nisso me fez concluir que é melhor dar seu voto para um cara que você tem certeza que não vai se eleger, pois assim, outro não vai usar.

É isso aí! Consciência manda!




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Ouvidos que não escutam

Olá caros leitores.

Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão (Artur da Tavola). 

Fazer uma boa música envolve talento, capacidade, aper-
feiçoamento e muito, mas muito ouvido!
          É habitual eu escrever quando tenho algo a criticar e de fato tenho! O ouvido das pessoas! Poxa! Música é algo que mexe com a alma, provoca sensações, aproxima pessoas, eleva o espírito... É por isso que estou preocupada com o que especialmente as crianças e pré-adolescentes andam escutando.   
          Passeando pelas páginas da história da música, podemos encontrá-la como protagonista importante de várias situações, inclusive de movimentos sociais. Podemos vê-la sob várias roupas (clássica, rock, blues, metal, jazz, bossa nova, funk - entenda-se aqui aquele do James Brown), todas bem trabalhadas, exigindo  talento de seus executores. Não era só ter dinheiro e sair gravando qualquer porcaria para jogar no mercado sonoro e enfiar goela a baixo nas pessoas. Em épocas difíceis, como na da Ditadura Militar, muitos compositores trabalhavam suas composições para que sua crítica à situação passasse despercebida pelas autoridades que faziam a tal censura e, ainda assim, chegasse ao público alvo e fosse compreendida. 
Queen! Ouçam e comparem os tipos de música. Percebam as
diferenças entre quem tem talento e quem tem só um rosto ou
corpo para vender.
          O talento imortalizou uma série de músicos que, sem dúvida, deixaram uma lacuna que nunca será preenchida no mercado musical. Tanto é verdade que, certamente, não há alguém que nunca tenha escutado falar de Bethoveen, Mozart (os mais conhecidos) e de tantos outros desde a música erudita, como Chopin, Strauss, Vivaldi, Bach etc., passando pelo rock clássico (Elvis Presley, Little Richard), blues (B. B. King), funk (James Brown), jazz (Charlei Parker) e por aí vai. São nomes como esses que são referências em aulas de música.  
           Músicas costumam dizer muito para e de quem escuta. Dessa forma, numa ampla olhada a sociedade atual, só posso lamentar porque os ouvidos não estão mais sabendo reconhecer o que é música de verdade. Agora, qualquer piriguete que saiba rebolar e mostre o corpo sai por aí achando que canta... Do mesmo jeito, qualquer garotão que não sabe nem o que é uma nota musical (pois se soubesse não soaria de forma tão irritante), pega um microfone e começa a gritar... O pior de tudo é que tem algum desmiolado que transforma tudo isso numa batida e começa a divulgar e as pessoas compram. 
          Poxa pessoas, vamos educar nossos ouvidos para saber perceber uma música de fato, que, para ser  considerada assim, tem que ter três coisinhas básicas: ritmo  melodia e harmonia, se não tiver isso, não pode ser chamada música. Não vale a pena escutar. 
A música está presente em nossa vida
desde que somos pequeninos. Por
isso os pais devem ter muito cuidado
com o tipo de música que seus
filhos escutam, uma vez que ela
influencia os comportamentos.
         Tem muito som bom das antigas e também do hoje e nenhum é banal, vulgar, ou instiga atitudes decadentes nas pessoas e as diferenças entre uma boa música e uma ruim são gritantes, exatamente como quem canta um funk carioca... (jura que é funk... ¬ ¬) e quem canta uma opera. 
          Eu falo mesmo! No meu mundo, pra começar não tem nada além de rock (várias subestilos modernos e antigos), metal (todos os que tiverem uma boa melodia sem vozes guturais), blues, música  erudita (às clássicas bastante conhecidas), só som de gente talentosa que sabe fazer o que se propõe. 
              Todavia, quem sou eu para criticar as pessoas que ouvem essas letras que só dizem baixarias? Apenas alguém preocupada com o futuro. Mas, se você, pai, mãe, não tem medo do futuro como eu, pode deixar que sua filhinha continue escutando esses sons (sei que vocês sabem que tipo é), mas amanhã, quando elas estiverem com rótulo de piriguete, não sei queixe. O tempo não volta e futuro reflete as merdas que você deixou acontecer.
                      
Esse pessoal que acha que arrasa com suas músicas deviam
aprender um pouco com esse pessoal. Quem sabe faz bem
feito e se torna parte da história.

Para o pessoa interessando em conhecer bandas e artistas que são mais do que uma nuvem de modinha passageira, deixo aqui alguns links para que possa saber alguns nomes. Com certeza vai ter alguma coisa que agrade os diferentes gostos.

Metal:

Rock:

Erudita/clássica:

Blues:

Jazz:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_bandas_de_jazz (Tem alguma coisa aqui, mas quem tiver interesse tem que fazer uma busca mais avançada)