domingo, 19 de agosto de 2012

Conversa franca

     Boa tarde caros leitores, se eu tivesse paciência para estudar, gostaria de dedicar-me a entender o comportamento humano. Cada vez mais, compreendo menos o que se passa na mente de algumas pessoas. Não sei se sou eu quem pensa assim, mas na grande maioria, estamos corrompidos. Poucos de nós sabem o que realmente importa na vida. 
     Eu pergunto: Quais são os valores da nossa sociedade hoje? 
Toda vez que olho ao redor, leio um jornal, assisto televisão, ou ouço rádio, tudo percebo é fruto de uma sociedade  degradada. 
     Quantas vidas são perdidas no trânsito por causa de um babaca que estava com pressa e acho que esperar um minuto era perda de tempo? Ou por causa de outro que acha que precisa da adrenalina da velocidade? Quando eu estava na autoescola, aprendi que era preciso, além de cuidar de mim, cuidar dos outros enquanto eu dirigisse. Isso é pura verdade. Escapei de vários acidentes apenas porque dirijo devagar. Deixei de machucar vários cachorros por causa disso também, além de conseguir parar em tempo e evitar o atropelamento de uma criança que, junto a tantas outras, voltava para casa da escola fazendo estripulias pela rua. Quantos, diferentes de mim, não conseguiram evitar essas coisas?
     A pressa é inimiga em qualquer coisa que se faça. Por exemplo, quanto fiz um exame psicológico para  conseguir minha habilitação, a psicóloga da autoescola me deu uma folha com vários símbolos desenhados e pediu que marcasse apenas um deles. Ela fez isso duas vezes, porém, na segunda, deu-me um tempo para fazer a tarefa. Foi aí que surgiu uma pressão de marcar tudo dentro do prazo e, focada nisso, esqueci o que era mais importante: atenção. Resultado: meu desempenho foi prejudicado.
Então, creio que encontramos um dos vilões da nossa história: a pressa.
     Não posso deixar de falar também de algumas meninas da geração atual. Eu pergunto: de que adianta usarem as redes sociais para postar fotinhos com mensagens positivas, se também postam fotos onde se mostram em ambientes, onde supostamente ocorre diversão, sempre com copos e garrafas de bebida por perto. Além de mostrarem, vez ou outra, como foram absorvidas pela falta de moralidade dos tempos modernos. Ora beijando um rapaz, depois outro e outro... e não podemos deixar de citar a forma vulgar que se vestem para determinados momentos. A meu ver, são caçadoras. Assumiram papéis que costumavam ser masculinos e competem com os homens de igual para igual. Viva o direito das mulheres! E viva a sociedade alternativa, pois, "faz o que quiseres, pois é tudo da lei...".   
Imagino uma dessas meninas contando a seus filhos como conheceu seu companheiro: "a gente foi numa balada, bebeu um pouco e pronto". Que exemplo!
     Como podemos almejar uma sociedade melhor quando as responsáveis pelas novas vidas são irresponsáveis até com elas mesmas?
     Se deixar levar pela onda nem sempre é a melhor política de vida. É preciso que todos, não só as garotinhas, encontrem novos heróis em quem se inspirarem. Essas bandinhas de moda que aparecem em todo momento não são exemplos a se seguir, porém, infelizmente, é mais fácil prestar atenção em que está a todo tempo visível nas mídias, do que encontrar alguém em que realmente valha apenas se espelhar.
Precisamos, urgentemente de bons modelos sociais. Pessoas que possam instigar os valores que estão adormecidos na nossa sociedade.
     Aqui, creio que encontramos novos vilões: a moda, que faz com que se queira ficar bem na foto; o pertencer, que faz com que se almeje fazer parte de um grupo social; a rebeldia, porque aquilo que é errado parece sempre mais atraente.
     Existe um comportamento, presente na sociedade atual, que me preocupa muito: o violento. Já perdi a conta de quantos crimes cruéis já aconteceram esse ano. É claro que a criminalidade sempre fez parte da história humana, porém, particularmente, ela está se tornando cada vez mais intensa. Profissionais dedicados ao estudo e ao tratamento de patologias mentais podem justificar o comportamento agressivo da maneira como está nos livros que leram ao longo de suas carreiras, mas eu não posso compreender isso. Acredito que vivemos uma guerra todos os dias contra nossos instintos primitivos, consciente ou inconscientemente buscando evolução. Todos nós sentimos medo, raiva, ódio, desejos nenhum pouco virtuosos e contra isso que devemos lutar. Nosso maior inimigo somos nós mesmos.
     O princípio inteligente, alma, espírito, o que seja, que faz do ser humano mais do que um simples pedado de carne com movimento, é capaz de captar vibrações em todos os lugares e pessoas. Os homens são movidos por energias e impressões de mundo, embora muitos nem se deem conta. Dessa forma, estão sempre vulneráveis a todo tipo de influência energética, boa ou má. São como peças de xadrez que felizmente podem escolher a que jogador servir.
     Eu nunca serei capaz de entender como uma pessoa é capaz de matar outra. Ouvir seus gritos de agonia, olhar em seus olhos suplicantes e ainda assim tirar a vida de alguém. Ambição por poder, ciúme, orgulho, dependência... não importa o que se sinta. Nada justifica tirar uma vida se esta não é um fator prejudicante para uma outra existência.
     Como disse, é preciso que cada um de nós desperte o herói adormecido em seu interior e, na hora de escolher, escolha o que é certo, dando bom exemplo para quem está em seu convívio, pois um carácter pode ser moldado pelos exemplos que tem. Se cada pessoa deixar de passar valores errados a quem está ao seu redor, haverá uma esperança para que o mundo deixe de ser essa coisa em que vivemos, corrompido pela modernidade, pelas ambições, pelas aparências, onde, infelizmente, fins justificam meios. Muitos de nós precisam recuperar sua humanidade. 

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