domingo, 22 de julho de 2012

De onde vêm o material dos sonhos?

     Olá caro leitor, se você clicou neste post, é porque se interessou pelo assunto "sonho". O mundo dos sonhos é algo complexo, em torno do qual pairam diversas teorias a respeito do material que utilizado na criação do que chamamos "sonho". Revelações de desejos, medos, ansiedades, um retrato da vida do espírito enquanto o corpo repousa... 
    Sigmund Freud, após investigar esse fascinante território de devaneios, enumerou algumas características: 
  1. Para sonhar é necessário eliminação motora;
  2. As ligações do sonho são em parte contra-sensos ou imbecis e sem sentido, porém, raramente insensatas. "O último caráter ex-plica-se pelo fato de que no sonho domina a compulsão associativa, como primariamente na vida psíquica em geral";
  3. Sonhos apresentam representações alucinatórias, que despertam consciência e encontram crença;
  4. É possível determinar com certeza o objetivo e o sentido dos sonhos normais, pois são realizações de desejo, por isso, processos primários segundo vivências e só não são reconhecidos como tais porque neles a liberação de prazer (reprodução de traços de eliminação de prazer) é pequena, porque decorrem quase sem afeto (liberação motora)
  5. Má memória e o prejuízo - acontece de quando a pessoa acorda, ter apenas uma vaga sensação de ter sonhado, mas não poder contar detalhes do sonho.  
     Freud atinha-se às manifestações psíquicas do sonho, para ele, o conteúdo do mesmo era criado a partir de memórias. Por exemplo, uma pessoa poderia ir a uma biblioteca e dar uma breve olhada em um livro de latim. Então, poderia passar-se muito tempo e, em uma bela noite, ela teria um sonho onde estaria falando as palavras lidas latim, ou mesmo escrevendo-as. Um estudioso de sonhos, dentro de algum tempo, talvez descobrisse que o material de tal veio daquela simples visita à biblioteca. 
     O autor também acreditava que estímulos externos poderiam interferir no sonho. Isso é bem verdade. Particularmente, acontece de deixar vídeos rodando à noite no computador e momentos antes de acordar, vozes dos personagens atuantes no momento, começam a entrar no sonho. E, provavelmente já aconteceu de alguém deixar um celular, rádio-relógio, despertador, programado para despertar e quando isso acontece, no sonho, passa-se a ouvir um barulho estridente, como se o despertar estivesse ocorrendo ali, mas quando se desliga o o despertador no sonho, o som continua.
     Por sua vez, Kardec, no Livro dos Médiuns, diz que os sonhos "podem ser uma visão atual de coisas presentes ou ausentes, uma retrospectiva do passado, ou, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro". Ainda na visão dele, o espírito está preso em sua  couraça de carne e quando se dorme, ele desfruta alguma liberdade. Por isso, algumas vezes os sonhos parecem tão estranhos e mostram coisas absurdas. O sonho "é frequentemente uma lembrança dos lugares e coisas que viste e verás [...]".
     O que posso dizer com certeza é que somos impressionáveis. Muitas vezes acreditamos em qualquer coisa que nos digam. Uma vez, quando me falaram que quando você sonha com uma pessoa, é porque sua alma tinha estado com a dela... Resultado: paguei o maior mico falando coisas a uma colega com quem eu sonhara à noite. Aprendi que ninguém tem o conhecimento da verdade absoluta. Tudo o que temos é mutável. Hoje é verdade, amanhã virá alguém e dirá que existe outra possibilidade. Então, deve-se analisar o sonho sob o máximo de ângulos possíveis, como uma retrospectiva do passado, onde se recorda coisas vistas e vividas; uma extensão do presente, em que se revive situações do momento; como uma possibilidade futura, de onde se pode tirar alguma mensagem para a vida. 


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