domingo, 1 de abril de 2012

Reflexão sobre vida, religião, Deus...


Ao longo da minha vida, tenho encontrado alguns tipos de pessoas: as que acreditam cegamente em tudo o que diz a Bíblia, sem ao menos se questionar a respeito de algumas contradições; os que não acreditam em nenhuma religião e questionam tudo somente para enfraquecer a fé de outros; aqueles que creem em Deus, mas são abertos a conhecer mais de uma religião, não atuando em nenhuma; os que são radicais em suas crenças e querem forçar outras pessoas a adotarem-na também entre outros tipos...
Particularmente, creio que todos têm o direito de acreditarem no que quiserem e se quiserem. Mesmo porque, hoje, não existe mais uma imposição religiosa, como houve tempos atrás quando o monoteísmo começava a se consolidar e o politeísmo a se tornar apenas parte da história do mundo. Atualmente, ninguém perde a cabeça se disser que não acredita em Deus.
Não é recomendado ficar "em cima do muro", porque essa seria uma situação perigosa, já que uma mente sem base filosófica fica sujeita a todo tipo de influência, podendo pender para o "lado negro da força".o crê em Deus, por exemplo, pois todos são livre. Durante anos, na história, homens tentaram controlar o destino dos outros, inibindo o livre arbítrio, que é, sem dúvida, a maior dádiva dada ao ser humano, junto do pensar. Agora, porém, mais do que nunca, cada ser humano é responsável por suas próprias escolhas, incluindo, claro, a religião que vai seguir.


Acredito que a fé seja o que mantêm a pessoa no caminho "certo" e, muitas vezes, a religião é uma forma de despertar essa fé; é também um guia para o comportamento das pessoas, pois cada religião, monoteísta ou politeísta, possui modelos de perfeição e isso nos remete a uma das vias de Tomas de Aquino para comprovar a existência de um "Ser superior", Deus. A "ser perfeito", segundo a qual, se há graus de perfeição nos seres, uns mais perfeitos que outros, pressupondo um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha esse padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.
Essa é uma das formas para constatar a existência de Deus, mas podemos fazer isso por meio da dedução e não dá afirmação convicta.
É bem verdade que ao longo dos anos, muitos tentaram explicar Deus, justificar toda a história pregada pelas religiões, mas ninguém pode asseverar como é Deus. Ninguém jamais o viu, pois, como aponta Pichler, o homem "devido à condição de criatura, que é parte do todo, [...] não consegue conhecer [...] o todo".
Dentro do assunto de graus de perfeição, é sabido que os espíritas acreditam em reencarnação, várias existências de um mesmo espírito (essência intelectiva, partícula divina). Em teoria, um espírito começa seu ciclo evolutivo na forma mais grotesca imaginável, talvez nem tendo uma noção de Deus, mas cada vida o modifica e tudo o que se aprende, que ajude nessa evolução, fica gravado na memória do espírito para ser usado na próxima existência. Claro que essas lembranças atual em forma de sensações que ajudam a decidir o que é certo ou errado. Tendo alcançado um certo grau de evolução em que o homem consegue viver uma vida contemplativa, visando ao bem do espírito e não ao da carne que o envolve, é possível que, na vida futura, possa finalmente encontrar a divindade e com isso finalizar sua caminhada evolutiva, pois uma vez tendo alcançado a perfeição, não há motivos para sair dela.

Referências:

PICHLER, Nadir A. A felicidade na filosofia moral de Tomas de Aquino. Passo Fundo: Méritos, 2011.
WIKIPÉDIA. Tomas de Aquino. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino>. Acesso em: 01/04/2012.
KARDEC, Allan. O livro do espíritos. 156. ed. Trad. Salvador Gentille. Araras: IDE, 2005.

Nenhum comentário:

Postar um comentário