sábado, 21 de abril de 2012

Pessoas cruéis - trio canibal

Dia a pós dia, noticiários divulgam uma série de notícias chocantes, umas mais do que as outras. Desta vez, o assunto é o trio que matava, comia e vendia carne de mulheres. Não é preciso dizer o quanto isso é chocante, ainda mais quando se imagina uma criança comendo os restos mortais de sua própria mãe... 
Particularmente, o que falta para pessoas como essas é EMPATIA, pois uma vez que eu me ponho no lugar de outra pessoa, é uma consequência que não faça nada para prejudicá-la. Não é difícil, quando você vê alguém em meio às chamas de um incêndio, imaginar a dor que ela sente enquanto o fogo consome sua carne ou a sensação do sufocar, da falta de ar; é fácil compartilhar da tristeza de alguém que acaba de perder um ente querido, da alegria do ganhador da loteria... Somos capazes de olhar nos olhos de uma pessoa e dizer se é sincera, sentir amor, se emocionar... Há uma gama de emoções naturais do ser humano, inclusive temos algo que mesmo os anjos não possuiriam: livre arbítrio. Somos livres para escolher que direção tomar, o que comer, beber, trair ou não... Tudo! Então, por que matar? 
Animais matam por instinto, para se alimentarem. Diferentes do homem, o livre arbítrio deles é limitado. Eles precisam ser capazes de viverem por si mesmos. 
Os anjos, soldados, protetores, têm um lugar e uma função dentro da hierarquia angelical. Deus fizera do homem sua criação mais perfeita. Dizem as más línguas que foi por isso que Lúcifer teria organizado a revolta dos anjos. Enfim, com toda a sua capacidade evolutiva, além de matar animais de toda espécie, homens mantam-se entre si sem piedade, temor de Deus. Como explicar isso? 

Há quem diga "existem pessoas boas e pessoas más" e isso é verdade, pois já dizia Agostinho que se você não está do lado do bem, está obrigatoriamente no do mal. Como entender a mente de alguém que mata com requintes de crueldade? Quais seriam os motivos? Existiria justificativa? 
Se eu me puser numa situação onde eu precise matar uma galinha para comer sua carne, não seria capaz. Olhar nos olhos dela, sentir sua vida... eu nunca poderia tirá-la. Gosto de imaginar, às vezes, que quem faz coisas ruins é punido da mesma maneira, porém, se dependesse de mim, eu não seria capaz de dar tais punições. Acho que nada justifica uma pessoa tirar a vida de outra, mas acontece de certas mortes soarem como um alívio para os ouvidos sociais. 
Só em arte que isso tem graça!!!
O espiritismo propõe que todos estão na Terra, de passagem, com o propósito puro e simples de evoluir e que as ferramentas para tal evolução são requeridas pelo próprio espírito antes da reencarnação. Por exemplo, um homem que tenha sido mentiroso e tenha roubado e matado pessoas em sua vida. Na próxima, poderia voltar mudo, para que não pudesse contar mentiras; sem movimentos nas mãos, para que não roubasse; sem os polegares, para que fosse incapaz de segurar qualquer arma... Enfim, a própria vida o empurraria a uma existência mais evoluída do que anterior. 
Pessoal de religiões como o cristianismo, poderia dizer que o trio, enquanto planejava e executava os assassinatos, estava sofrendo influência de Satã. Também pode ser. Por que não? Se considerarmos que ele existe e que se aproveita de mentes fracas e sem fé. Sim, porque a fé é a base da vida de qualquer pessoa. É sempre preciso acreditar em algo, pois do contrário se fica exposto a todo tipo de "verdade", inclusive às mais falsas imagináveis. Por exemplo, quando o diabo testou Jesus no deserto, Jesus aguentou firme. Seria muito mais fácil aceitar os benefícios oferecidos, mas ele escolheu continuar seu caminho, talvez até sabendo como ele fosse terminar. São as escolhas que tornam uma pessoa especial, diferente das escórias do mundo.
Os homens da ciência, por sua vez, poderia alegar que o trio sofria de insanidade mental, de alguma patologia psicológica... Não me estenderei neste comentário, pois prefiro as versões que usam o espírito, o intelecto do homem como objeto de estudo. 

Fato é que me revira o estômago imaginar o sofrimento das vítimas do trio, que além de sofrerem na hora da passagem, dependendo o grau de apego ao material, sofreram ainda mais do outro lado, enquanto o couro de seu corpo era arrancado e seus ossos separados.
Procurando informar-me sobre esse assunto, encontrei este trecho em um blog. Se isso fosse uma programa a ser exibido na TV eu diria "tirem suas crianças da sala"!


“Combinei com Bel e com Jéssica um modo de destruí-la, e chegamos a uma conclusão: matá-la, dividi-la e enterrá-la”, dizia um trecho do capítulo “O plano macabro para destruir adolescente do mal”. Outro trecho do diário contém a passagem “antes que a adolescente do mal tivesse a possibilidade de reagir eu a imobilizo. Jéssica entra no quarto para me ajudar, enquanto Bel corre para a cozinha e voltando com uma faca… Pego a faca e dou um golpe forte e preciso, atingindo sua jugular” … “Vejo aquele corpo no chão, Jéssica desconfia  que ainda se encontra com vida, pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo. Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lamina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois à divido. Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente”. (trecho de um livro recuperado pela polícia na casa dos assassinos,que foi inclusive registrado pelo homem em cartório)

Acho que não há necessidade de maiores comentários depois disso. Seja pelo motivo que for, mesmo com todo o progresso, o acesso ao conhecimento de qualquer tipo, apesar de ser o ser mais capacitado a aprender, a escolher, na face da Terra, o homem ainda é capaz de retornar ao estado mais primitivo da existência espiritual, tirando a vida de pessoas inocentes a sangue frio, como se, de fato, estivesse vendo a vida com os olhos de um demônio. 


sábado, 7 de abril de 2012

Lendo a Felicidade na filosofia moral de Tomás de Aquino - final

Finalmente, após um longo tempo, consegui terminar a leitura do livro A felicidade na filosofia moral de Tomas de Aquino. Não é preciso ser um sábio para saber que não existe ser feliz completamente. Tudo o que as pessoas tem são momentos de satisfação passageiros, pois a felicidade delas advém de fontes errôneas. Difícil encontrar alguém que pense no depois, sendo que não se sabe o que vem depois. Por que manter a integridade do espírito quando é mais fácil satisfazer as vontades do corpo?
No livro, li que não existe felicidade perfeita nessa vida, que apenas conseguimos a chamada "beatitude imperfeita". Não somos puros o suficiente para conviver com todo o materialismo e as coisas mundanas que nos cercam sem sermos escravizados. Eu mesma sou escava do computador... da internet... Enfim, mas embora não consigamos nos abster de tais benefícios da tecnologia, podemos sempre trabalhar a nossa moral para não sucumbirmos diante dos impulsos mais bárbaros humanos. A inteligência é o que nos torna diferente dos animais, embora muitas vezes, algumas pessoas, ajam muito pior do que eles.
Por fim, a felicidade não é perfeita porque ela pode desaparecer tão rápido como aparece, já que é embasada em futilezas, leviandades em coisas que nada acrescentam para o espírito...

domingo, 1 de abril de 2012

Reflexão sobre vida, religião, Deus...


Ao longo da minha vida, tenho encontrado alguns tipos de pessoas: as que acreditam cegamente em tudo o que diz a Bíblia, sem ao menos se questionar a respeito de algumas contradições; os que não acreditam em nenhuma religião e questionam tudo somente para enfraquecer a fé de outros; aqueles que creem em Deus, mas são abertos a conhecer mais de uma religião, não atuando em nenhuma; os que são radicais em suas crenças e querem forçar outras pessoas a adotarem-na também entre outros tipos...
Particularmente, creio que todos têm o direito de acreditarem no que quiserem e se quiserem. Mesmo porque, hoje, não existe mais uma imposição religiosa, como houve tempos atrás quando o monoteísmo começava a se consolidar e o politeísmo a se tornar apenas parte da história do mundo. Atualmente, ninguém perde a cabeça se disser que não acredita em Deus.
Não é recomendado ficar "em cima do muro", porque essa seria uma situação perigosa, já que uma mente sem base filosófica fica sujeita a todo tipo de influência, podendo pender para o "lado negro da força".o crê em Deus, por exemplo, pois todos são livre. Durante anos, na história, homens tentaram controlar o destino dos outros, inibindo o livre arbítrio, que é, sem dúvida, a maior dádiva dada ao ser humano, junto do pensar. Agora, porém, mais do que nunca, cada ser humano é responsável por suas próprias escolhas, incluindo, claro, a religião que vai seguir.


Acredito que a fé seja o que mantêm a pessoa no caminho "certo" e, muitas vezes, a religião é uma forma de despertar essa fé; é também um guia para o comportamento das pessoas, pois cada religião, monoteísta ou politeísta, possui modelos de perfeição e isso nos remete a uma das vias de Tomas de Aquino para comprovar a existência de um "Ser superior", Deus. A "ser perfeito", segundo a qual, se há graus de perfeição nos seres, uns mais perfeitos que outros, pressupondo um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha esse padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.
Essa é uma das formas para constatar a existência de Deus, mas podemos fazer isso por meio da dedução e não dá afirmação convicta.
É bem verdade que ao longo dos anos, muitos tentaram explicar Deus, justificar toda a história pregada pelas religiões, mas ninguém pode asseverar como é Deus. Ninguém jamais o viu, pois, como aponta Pichler, o homem "devido à condição de criatura, que é parte do todo, [...] não consegue conhecer [...] o todo".
Dentro do assunto de graus de perfeição, é sabido que os espíritas acreditam em reencarnação, várias existências de um mesmo espírito (essência intelectiva, partícula divina). Em teoria, um espírito começa seu ciclo evolutivo na forma mais grotesca imaginável, talvez nem tendo uma noção de Deus, mas cada vida o modifica e tudo o que se aprende, que ajude nessa evolução, fica gravado na memória do espírito para ser usado na próxima existência. Claro que essas lembranças atual em forma de sensações que ajudam a decidir o que é certo ou errado. Tendo alcançado um certo grau de evolução em que o homem consegue viver uma vida contemplativa, visando ao bem do espírito e não ao da carne que o envolve, é possível que, na vida futura, possa finalmente encontrar a divindade e com isso finalizar sua caminhada evolutiva, pois uma vez tendo alcançado a perfeição, não há motivos para sair dela.

Referências:

PICHLER, Nadir A. A felicidade na filosofia moral de Tomas de Aquino. Passo Fundo: Méritos, 2011.
WIKIPÉDIA. Tomas de Aquino. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino>. Acesso em: 01/04/2012.
KARDEC, Allan. O livro do espíritos. 156. ed. Trad. Salvador Gentille. Araras: IDE, 2005.