sexta-feira, 10 de julho de 2015

Politicamente incorreto - colocando a vírgula no lugar certo

Você já parou para pensar na importância da vírgula em uma sentença? 

Não se assuste! Isso não é aula de português. 

Quero apenas introduzir que ao assistir a série "Politicamente incorreto", deparei-me com algo que era quase uma aula de português, elucidando sobre a importância de se saber usar bem uma vírgula e como colocá-la em lugar errôneo pode prejudicar o sentido daquilo que se pretende dizer, prejudicando, no caso da série, até a índole da pessoa.

Politicamente incorreto é uma série que foi ao ar no canal FX, estrelada por Danilo Gentili, que encarnou o deputado Atílio Pereira, filiado ao partido fictício do PDU. 
Particularmente, achei interessante, a série parece querer ressaltar, com ironias, como a política é feita no Brasil. Mostra vários aspectos que talvez o telespectador não assimile numa primeira vista, mas meu conselho é que veja de novo, porque há mais do que simplesmente humor ali.  

Enfim, um dos pontos que chamou minha atenção foi um pronunciamento do deputado Atílio Pereira, tentando se justificar em um processo onde era acusado de racismo, após ter pronunciado, na mídia, a frase "Olha só como limpa bem o preto".

No plenário, o deputado sugere que se torne obrigatória a pronúncia da vírgula, e, para cada uma, o indivíduo usasse um estalo de dedos. A partir disso, vários outros políticos sugerem formas particulares para fazer essa pronuncia. Vira bagunça. O fato interessante é a explicação que o deputado Atílio faz para se safar das acusações de racismo.

Ele pega as seguintes frases e apenas modifica a vírgula de lugar

Limpa bem o preto > Limpa bem, o preto.  
Não sou envolvido com o jogo do bicho. > Não, sou envolvido com o jogo do bicho.
Meu gabinete resolve, nada fica às moscas. > Meu gabinete resolve nada, fica às moscas.
Não sou negro graças a Deus. > Não, sou negro graças a Deus.


E aí gente, conseguiram identificar o teor das mudanças nas frases?

É isso aí! Fica a dica para quem gosta de humor: Politicamente incorreto.



   

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Verdade ou mentira? Faz mal?

Na teia de informações digitais, cada um pode ser dono da verdade, basta que alguém dê crédito!


Estava eu, ainda há pouco, navegando em uma rede social, quando me deparei com um alerta referente a determinados refrigerantes famosos que, certamente, muita gente já bebeu ao longo da vida. Segundo esse informe, era fato confirmado que 
Vinte e três pessoas já passaram pelo Hospital das Clínicas com um mesmo sintoma: falta de atividade renal e o aparecimento de tumores no reto. Todos os internados relataram o começo das dores e a consequente internação após ingerirem altas doses de desses refrigerantes. 
Pesquisas realizadas pelo renomado Instituto Fleury, apontaram grande quantidade de Fenofinol, Almeido e Voliteral, substâncias tóxicas e que causam, respectivamente, a má atividade dos rins e câncer (TRECHO DA MENSAGEM QUE ESTÁ CIRCULANDO NA INTERNET).
Depois de ler algo assim, é possível acreditar ou desacreditar. Porém, mesmo quando não se dá crédito, surge aquela pulguinha atrás da orelha. Então, vem a questão: verdade ou mentira? - Pela lógica, a primeira coisa a se fazer numa situação de dúvida, é checar a veracidade da informação. É isso que se supõe que um repórter deva fazer, por exemplo, antes de sair espalhando boatos. - Então, procurei por informações sobre a tal informação e logo encontrei uma nota de um reconhecido jornal, afirmando que tudo não passava de lorota. 
A mensagem, que trás informações alarmantes sobre consumidores que teriam desenvolvido câncer após o consumo do produto, é um boato que circula na internet há mais de 10 anos (O GLOBO - http://oglobo.globo.com/).
Fica a dica: sempre ir atrás das fontes das notícias, para comprovar veracidade. Só assim, podemos emitir uma opinião acertada sobre determinado assunto. Sempre que você criar uma notícia, apenas para testar a reação das pessoas, deixe claro que é ficção.  

Agora, tornando a falar sobre refrigerante, é sabido que tem efeitos negativos no corpo humano, assim como o álcool, o cigarro e muitas coisas mais. Mas quais são os efeitos do refrigerante afinal? - Segundo o site Corpo a copro, refrigerantes têm alto teor de açúcar, que eleva seu valor calórico, prejudicando a boa forma, propiciando o aparecimento de cáries, especialmente em crianças; compostos presentes em sua composição, como sódio, corantes, acidulantes e conservantes podem causar sérios riscos à saúde do corpo humano  a médio e longo prazo. “O consumo da bebida pode resultar em retenção hídrica, visível inchaço nas pernas e membros inferiores, comprometimento do trato gastro intestinal, sensação de empachamento durante a refeição, desconforto gástrico etc.”, explica a nutricionista Vanessa Suzuki".
De acordo com Andréa Santa Rosa Garcia, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, o valor nutricional do refrigerante é quase nulo. "As variações cola, em especial, contam com uma grande quantidade de fosfatos, que, em excesso, provocam o enfraquecimento dos ossos através da liberação do cálcio. Dessa forma, é facilitada a incidência de doenças ósseas, como a osteoporose.
Anos atrás, assistindo a um programa de ciências, observei uma experiência: o apresentador pegava um osso de galinha e botava num corpo de refrigerante cola durante uma semana. Quando, após o período de observação, ele retirava o osso do copo, o mesmo estava com a consistência de uma borracha, tanto que, quando o apresentador o deixou cair no chão, ele saiu picando como uma bola. Para quem quiser ler a respeito de uma experiência similar a que contei, acesse: http://anaissaloes.canoas.ifrs.edu.br/index.php/anais/article/view/156.

Fica a dica: refrigerante prejudica a saúde sim, a médio e longo prazo, como tantas outras coisas que fazem parte de nossa vida. A escolha de beber ou não, cabe a cada um. Tenhamos em mente que sempre é possível trocar um copo de refrigerante por um copo de suco natural, chá ou água. Pensemos que quando menos industrializado for aquilo que ingerimos, menos mal nos fará.

Agora, para finalizar eu pergunto, se em vez de ser um boato, a informação fosse real. Os milhares de adeptos dos refrigerantes em questão aceitariam? A empresa admitiria? A mídia informaria? Enfim, dei meu recado. Pensar nunca é de mais!