sábado, 8 de março de 2014

Onde estão os profissionais da nossa segurança?

Oi gente da internet.

Geralmente escrevo sobre assuntos que muitas vezes não interessam a muitas pessoas, hoje, porém, trago à pauta uma coisa séria: segurança. Nós já estamos acostumados a saber sobre roubos em residências, assaltos à luz do dia, sequestros relâmpagos e por aí vai. Tudo isso já é lugar comum na nossa vida. Esses fatos, que viram notícia, não mexem com a gente, pois, na maioria das vezes, nem conhecemos as vítimas. Só que a coisa é bem diferente quando essas atrocidades acontecem com pessoas de nosso convívio.

Recentemente, familiares meus tiveram sua casa assaltada numa noite chuvosa de carnaval. Uma casa grande, bem localizada, com parada defronte. Estavam no local a dona do imóvel e seu filho. Eles nunca poderiam imaginar que passariam a figurar nas estatísticas de assaltos da cidade. Um portão aberto, que deveria estar fechado, foi o que chamou a atenção da mulher, que logo preparou-se para ir fechá-lo. Então, antes que ela pudesse alcançar a porta da casa, alguns meliantes a renderam, quase sufocando-a. As tentativas dela em gritar, logo alertaram seu filho, que também foi rendido. 



Prejuízo, claro que houve, mas o que mais revolta nesse caso é a facilidade com que esses marginais conseguem escapar da polícia e levar com eles objetos que pessoas honestas costumam levar uma vida para conseguir. A polícia foi acionada assim que os ladrões deixaram a casa. No entanto, quando os oficiais chegaram, eles nada podiam fazer para agilizar a captura dos malfeitores, porque sequer havia um perito junto. - Gente, eu não entendo disso, mas alguém que possa procurar por digitais é essencial em qualquer crime, desde o mais corriqueiro roubo até o mais complexo assassinato. - Mãe e filho foram com os policiais à delegacia para fazer um boletim de ocorrência. O fato ocorreu entre dez e meia-noite. Segundo relato da dona da casa, os meliantes teriam retornado à casa enquanto os dois estavam na delegacia e remexido algo mais.

Que bom que nada grave aconteceu. Ninguém se feriu nesse episódio. Contudo, creio que ficou exposta uma brecha no trabalho da polícia. A culpa não é deles, que assim como tantos outros profissionais, às vezes, trabalham em condições inadequadas.

Nossa sociedade é inundada por um tsunami de problemas. O primeiro deles, é que a lei acaba protegendo esses malfeitores. O homem honesto, que trabalha e ganha dinheiro com o suor do dia-a-dia, não tem como se defender. Não pode ter uma arma em casa, enquanto os ladrões têm; não pode revidar, porque corre o risco de morrer; não pode sequer bater num desses marginais, porque é contra os direitos humanos. Eu digo que quem tem direito, tem dever. Se não cumpre seu dever com a sociedade, obviamente não tem direito nenhum. 
Na opinião de quem escreve este blogue,
essa imagem é perfeita para ilustrar a justiça.
Tem faca e o queijo na mão,
mas não sabe onde cortar
.

As leis deveriam mudar. Pessoa que trabalha honestamente tem que ter direito de proteger seu patrimônio, sua família, porque quem vive dessas facilidades ilegais não merece nenhuma forma de respeito. E policial tem que ter liberdade de punir criminosos sim. Pro hell com os direitos humanos dessa gente que não cumpri com seu papel social. E, outra coisa, não basta apenas melhorar a infraestrutura policial, é preciso que haja os profissionais certos para o serviço. Um enfermeiro não tem a mesma habilidade que um médico para diagnosticar doenças e receitar medicamentos. Então, cada macaco deve estar no seu galho. 

E, para essas pessoas que compactuam com crime, essas mães que por desventura da vida têm seus filhos no triste caminho das drogas. Se vocês já fizeram tudo o que era possível para ajudar e peste não se ajuda... se fica fazendo coisa errada, prejudicando outras pessoas, denunciem. A mudança começa sempre com cada um agindo da maneira correta. Certo vai ser sempre certo e errado sempre errado, assim como dois mais dois será sempre quatro. Não tenham medo de denunciar, pois se vocês não conseguiram fazer seus rebentos andarem na linha, o estado que faça... 

Revoltada? Claro que estou. Indignada? Com certeza. Eu posso mudar essa realidade? Não sozinha. O que se espera? A mudança na lei, mesmo sabendo que o pessoal do poder não vai mudar. Enfim...

Era isso gente. Meus pensamentos estão nessas palavras. Que venham dias melhores, se bem que, o comentário da dona da casa que foi assaltada prevê dias ainda mais negros para a sociedade de bem: 

"Agora com essa folia da copa, a polícia vai tudo pra lá e aí os ladrões aproveitam."

    


  

segunda-feira, 3 de março de 2014

Ô carnaval - -' For Those About To Rock, I salute you

Olá gentes.

Com certeza serei criticada, mas não me estresso muito com isso.

Estamos no carnaval e o mais incrível é que tem pessoas que esperam o ano todo por esse período. A ótima música, imbuída de significado cultural, as quatro noites consecutivas de festa, bebida e confraternização, conhecer gente nova, o seminudismo... Tudo é uma maravilha. 

Só que eu não gosto! N motivos: música ruim, baderna, gente bêbada, ruas trancadas que obrigam o trânsito a desviar, programação ruim na TV, pegação fácil e por aí vai. 

Dizem que é bonito, mas não vejo nenhuma beleza e acho desnecessário, mesmo que se afirme que essa "festa" tem certo cunho turístico, especialmente no Rio de Janeiro, que, sem dúvida, possui um dos mais famosos carnavais do Brasil. 

Recordo de, na infância, estar sentada no sofá da casa de minha avó, com ela a meu lado. Víamos televisão. Era carnaval e as escolas de samba desfilavam numa famosa avenida da Cidade Maravilhosa. Mulheres estavam enfeitadas com purpurina, glitter e sabe-se lá mais o que, mas também estavam nuas. Então, a vó dizia  "tomara que venha uma vespa e morda elas bem lá no meio...". 

Não poderia ter dito melhor vó! 

É triste, por exemplo, que quando alguém vá à prefeitura de sua cidade solicitar, humildemente, um patrocínio para publicar um livro, ouça o secretário da cultura dizer que não podem ajudar por falta de uma conta que destine dinheiro a isso no orçamento. Porém, as escolas de samba recebem verba para se prepararem para desfilar... O que pensar disso? Como diria Boris Casoy "Isso é uma vergonha!".

Contudo, nós brasileiros, gostamos de facilidades e temos um jeitinho para tudo não é? Podemos ter dificuldade para para pagar as contas o ano inteiro, mas teremos um farto reveillon, com direito a muitos fogos e champanhes, mesmo que seja as custas do mercador da esquina; podemos não ter educação de qualidade, mas novelas que ficam conhecidas no exterior; podemos não ser bons leitores, mas somos experts em internet...

Nada mais a declarar, exceto:

Àqueles que como eu não gostam de carnaval, I salute you.  E melhor que isso: 
For those about to rock, We salute you!