terça-feira, 3 de junho de 2014

Quando se precisa de médico...

Quando criança, acreditava que ia ter uma vida tranquila e nunca precisaria ir a médicos, afinal era saudável. Eu via familiares vivendo nos hospitais e dizia a mim mesma que não seria igual comigo. Só que não... Às vezes a vida joga sujo com a gente. Coisas acontecem sem que se possa prever ou mesmo saber o porquê... 

Numa certa altura da vida, jogaram um balde de desânimo em cima de mim ao dizerem que eu sofria de hipotireoidismo... Quando a médica falou isso foi como se meu mundo caísse... Poxa, como eu tinha pego essa coisa? - A única explicação que encontrei foi que é hereditária, pois várias mulheres da família sofriam disso. Beleza! Passado o choque, comecei um tratamento... Visitas a médicos começaram a ser mais frequentes... Acharam até um nódulo no meu pescoço... Quiseram operar e me lembro até hoje de ter sondado o médico a respeito das piores consequências da tal operação, porque, convenhamos, sou um poço de negativismo e quando algo pode dar errado, com certeza, dá. O medo falou mais alto e não operei nada... Pensar em ficar uma noite toda no hospital me dava e ainda dá calafrios...

Aí uma velha amiga veio visitar: a anemia... Mais médico e tratamento. Só que desta vez ela trouxe acompanhantes e foram esses estranhos indesejáveis que transformaram meu futuro... Eu não conseguia mais comer e estava perdendo peso rápido. Mais visitas a médicos e exames constrangedores revelaram esses invasores e mais uma vez eu levava uma cajadada nas ideias. Com 21 anos eu sofria de uma doença crônica que me impedia de comer muitas coisas que sempre haviam estado no meu cardápio... Mesmo assim, houve um tratamento. Irrelevante. Gasto desnecessário. Eu pensei comigo: I'm done with doctors! E tenho vivido dia após dia do jeito que dá... 

Agora, porém, surge a necessidade de consultar um médico novamente e quando você tenta contato com certos postos de atendimento, ninguém atende e quando atende parece ter má vontade. Não posso falar de saúde... Não gosto disso... Mas, por mais que passem os anos, a mecânica de descaso prevalece. Duvido que esse povo que trabalha com pessoas realmente se importe com a vida delas. Para a maioria dos médicos, uma morte, é apenas mais um dia no trabalho, mais um formulário a preencher. Quando vamos receber o tratamento que merecemos? Um que faça jus ao exorbitante montante de impostos que pagamos? Difícil responder, pois para a grande maioria dos profissionais, somos números... apenas isso. 




sábado, 8 de março de 2014

Onde estão os profissionais da nossa segurança?

Oi gente da internet.

Geralmente escrevo sobre assuntos que muitas vezes não interessam a muitas pessoas, hoje, porém, trago à pauta uma coisa séria: segurança. Nós já estamos acostumados a saber sobre roubos em residências, assaltos à luz do dia, sequestros relâmpagos e por aí vai. Tudo isso já é lugar comum na nossa vida. Esses fatos, que viram notícia, não mexem com a gente, pois, na maioria das vezes, nem conhecemos as vítimas. Só que a coisa é bem diferente quando essas atrocidades acontecem com pessoas de nosso convívio.

Recentemente, familiares meus tiveram sua casa assaltada numa noite chuvosa de carnaval. Uma casa grande, bem localizada, com parada defronte. Estavam no local a dona do imóvel e seu filho. Eles nunca poderiam imaginar que passariam a figurar nas estatísticas de assaltos da cidade. Um portão aberto, que deveria estar fechado, foi o que chamou a atenção da mulher, que logo preparou-se para ir fechá-lo. Então, antes que ela pudesse alcançar a porta da casa, alguns meliantes a renderam, quase sufocando-a. As tentativas dela em gritar, logo alertaram seu filho, que também foi rendido. 



Prejuízo, claro que houve, mas o que mais revolta nesse caso é a facilidade com que esses marginais conseguem escapar da polícia e levar com eles objetos que pessoas honestas costumam levar uma vida para conseguir. A polícia foi acionada assim que os ladrões deixaram a casa. No entanto, quando os oficiais chegaram, eles nada podiam fazer para agilizar a captura dos malfeitores, porque sequer havia um perito junto. - Gente, eu não entendo disso, mas alguém que possa procurar por digitais é essencial em qualquer crime, desde o mais corriqueiro roubo até o mais complexo assassinato. - Mãe e filho foram com os policiais à delegacia para fazer um boletim de ocorrência. O fato ocorreu entre dez e meia-noite. Segundo relato da dona da casa, os meliantes teriam retornado à casa enquanto os dois estavam na delegacia e remexido algo mais.

Que bom que nada grave aconteceu. Ninguém se feriu nesse episódio. Contudo, creio que ficou exposta uma brecha no trabalho da polícia. A culpa não é deles, que assim como tantos outros profissionais, às vezes, trabalham em condições inadequadas.

Nossa sociedade é inundada por um tsunami de problemas. O primeiro deles, é que a lei acaba protegendo esses malfeitores. O homem honesto, que trabalha e ganha dinheiro com o suor do dia-a-dia, não tem como se defender. Não pode ter uma arma em casa, enquanto os ladrões têm; não pode revidar, porque corre o risco de morrer; não pode sequer bater num desses marginais, porque é contra os direitos humanos. Eu digo que quem tem direito, tem dever. Se não cumpre seu dever com a sociedade, obviamente não tem direito nenhum. 
Na opinião de quem escreve este blogue,
essa imagem é perfeita para ilustrar a justiça.
Tem faca e o queijo na mão,
mas não sabe onde cortar
.

As leis deveriam mudar. Pessoa que trabalha honestamente tem que ter direito de proteger seu patrimônio, sua família, porque quem vive dessas facilidades ilegais não merece nenhuma forma de respeito. E policial tem que ter liberdade de punir criminosos sim. Pro hell com os direitos humanos dessa gente que não cumpri com seu papel social. E, outra coisa, não basta apenas melhorar a infraestrutura policial, é preciso que haja os profissionais certos para o serviço. Um enfermeiro não tem a mesma habilidade que um médico para diagnosticar doenças e receitar medicamentos. Então, cada macaco deve estar no seu galho. 

E, para essas pessoas que compactuam com crime, essas mães que por desventura da vida têm seus filhos no triste caminho das drogas. Se vocês já fizeram tudo o que era possível para ajudar e peste não se ajuda... se fica fazendo coisa errada, prejudicando outras pessoas, denunciem. A mudança começa sempre com cada um agindo da maneira correta. Certo vai ser sempre certo e errado sempre errado, assim como dois mais dois será sempre quatro. Não tenham medo de denunciar, pois se vocês não conseguiram fazer seus rebentos andarem na linha, o estado que faça... 

Revoltada? Claro que estou. Indignada? Com certeza. Eu posso mudar essa realidade? Não sozinha. O que se espera? A mudança na lei, mesmo sabendo que o pessoal do poder não vai mudar. Enfim...

Era isso gente. Meus pensamentos estão nessas palavras. Que venham dias melhores, se bem que, o comentário da dona da casa que foi assaltada prevê dias ainda mais negros para a sociedade de bem: 

"Agora com essa folia da copa, a polícia vai tudo pra lá e aí os ladrões aproveitam."

    


  

segunda-feira, 3 de março de 2014

Ô carnaval - -' For Those About To Rock, I salute you

Olá gentes.

Com certeza serei criticada, mas não me estresso muito com isso.

Estamos no carnaval e o mais incrível é que tem pessoas que esperam o ano todo por esse período. A ótima música, imbuída de significado cultural, as quatro noites consecutivas de festa, bebida e confraternização, conhecer gente nova, o seminudismo... Tudo é uma maravilha. 

Só que eu não gosto! N motivos: música ruim, baderna, gente bêbada, ruas trancadas que obrigam o trânsito a desviar, programação ruim na TV, pegação fácil e por aí vai. 

Dizem que é bonito, mas não vejo nenhuma beleza e acho desnecessário, mesmo que se afirme que essa "festa" tem certo cunho turístico, especialmente no Rio de Janeiro, que, sem dúvida, possui um dos mais famosos carnavais do Brasil. 

Recordo de, na infância, estar sentada no sofá da casa de minha avó, com ela a meu lado. Víamos televisão. Era carnaval e as escolas de samba desfilavam numa famosa avenida da Cidade Maravilhosa. Mulheres estavam enfeitadas com purpurina, glitter e sabe-se lá mais o que, mas também estavam nuas. Então, a vó dizia  "tomara que venha uma vespa e morda elas bem lá no meio...". 

Não poderia ter dito melhor vó! 

É triste, por exemplo, que quando alguém vá à prefeitura de sua cidade solicitar, humildemente, um patrocínio para publicar um livro, ouça o secretário da cultura dizer que não podem ajudar por falta de uma conta que destine dinheiro a isso no orçamento. Porém, as escolas de samba recebem verba para se prepararem para desfilar... O que pensar disso? Como diria Boris Casoy "Isso é uma vergonha!".

Contudo, nós brasileiros, gostamos de facilidades e temos um jeitinho para tudo não é? Podemos ter dificuldade para para pagar as contas o ano inteiro, mas teremos um farto reveillon, com direito a muitos fogos e champanhes, mesmo que seja as custas do mercador da esquina; podemos não ter educação de qualidade, mas novelas que ficam conhecidas no exterior; podemos não ser bons leitores, mas somos experts em internet...

Nada mais a declarar, exceto:

Àqueles que como eu não gostam de carnaval, I salute you.  E melhor que isso: 
For those about to rock, We salute you!



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Onde fica a inteligência...

A violência é um câncer que tem cura sim.
Porém, é preciso muita quimio



Sempre que o homem se compara com a natureza, seu ego infla por poder enfatizar que é o ser mais inteligente do planeta Terra. É o único que tem capacidade de evoluir com seus erros. A maioria dos seres vivos, com um pouco de esforço, pode se adestrada pelo homem, que consegue ensinar um cavalo a dançar, um papagaio a falar, um cão a buscar... mas o que acontece quando eles tentam ensinar aos seus iguais? Por que, mesmo aprendendo o que é errado, o homem insiste em fazer justamente o que não deveria?


Quem nunca ouviu que violência gera violência? ou que ao se levar um tapa na cara não se deve revidar, mas oferecer a outra face? A sociedade tem regras para ilustrar o que se deve ou não fazer e estas estão sempre sendo modificadas para se adequarem a certas decisões legais. Todavia, embora a lei esteja presente no cotidiano de muita gente, grande parte da população não sabe o que consta nela. O código dos homens não está na casa de tantas pessoas como uma bíblia, por exemplo... Isso, porém não vem ao caso. O importante aqui é imaginar o que leva certas pessoas a andarem na contramão. O que impulsiona o ser humano à violência? 

Eu poderia supor que a falta de empatia é um dos fatores, porque a partir do momento em que uma pessoa se põe no lugar da outra, suas ações no contexto social passam a ser as mesmas que desejaria para si. A alta competitividade cada vez mais incentivada na sociedade globalizada pode ser outro fator que contribui para a violência, pois parece ser inerente à natureza dos homens esse sentimento de querer ser mais que o outro, mesmo, religiosamente falando, que todos sejam iguais perante seu Pai e irmãos por consequência. Outra coisa que eu poderia citar como fator que impulsiona negativamente o comportamento humano  seriam certos maus exemplos a que se tem acesso facilmente em qualquer lugar: em casa, no trabalho, nas mídias... Há casos, por exemplo, onde se vê o cara mal de uma novela conseguir todas as recompensas de sua vida fictícia. Isso deixa uma mensagem para quem assiste: a de que o cara mal se dá bem. O ambiente? Com certeza influencia, afinal é bem difícil se comportar num contexto onde as pessoas não se comportam.



Eu não sou nenhuma expert para fazer desse assunto. O que sei é que, para mim, o simples fato de ver uma pessoa ser agredida é suficiente para fazer meu coração disparar e o ar faltar. Eu abomino atos violentos! E me assusta o futuro. Especialmente com sociedade do jeito que está, onde as pessoas brigam por causa de coisas banais como volume do som, batidas do trânsito (é bom evitar, claro, mas tudo depende da pecinha atrás do volante), relacionamentos, religião e por aí vai. Diz-se que a solução para o futuro está na educação. Eu concordo, mas não adianta, por exemplo, buscar uma boa educação escolar, quando em casa, a criança não tem um ambiente salutar. Não tem lógica educar crianças e não educar os mais velhos... Deveria ser incentivado, na sociedade, um espírito de cooperação e não de competitividade, pois a violência é um câncer, mas tem cura.